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Δευτέρα 20 Δεκεμβρίου 2010

ΤΡΑΓΟΥΔΑ Η ΚΡΙΣΤΙΝΑ ΜΠΡΑΝΚΟΥ


ΤΡΑΓΟΥΔΑ Η CRISTINA BRANCO


PORQUE ME OLHIAS ASSIM


Diz-me agora o teu nome
se já dissemos que sim
pelo olhar que demora
porque me olhas assim
porque me rondas assim

toda a luz da avenida
se desdobra em paixão
magias de druida
p’lo teu toque de mão
soam ventos amenos
p’los mares morenos
do meu coração

espelhando as vitrinas
da cidade sem fim
tu surgiste divina
porque me abeiras assim
porque me tocas assim
e trocámos pendentes
velhas palavras tontas
com sotaque diferentes
nossa prosa está pronta
dobrando esquinas e gretas
p’lo caminho das letras
que tudo o resto não conta

e lá fomos audazes
por passeios tardios
vadiando o asfalto
cruzando outras pontes
de mares que são rios
e num bar fora de horas
se eu chorar perdoa
ó meu bem é que eu canto
por dentro sonhando
que estou em Lisboa

dizes-me então que sou teu
que tu és toda p’ra mim
que me pões no apogeu
porque me abraças assim
porque me beijas assim
por esta noite adiante
se tu me pedes enfim
num céu de anúncios brilhantes
vamos casar em Berlim
à luz vã dos faróis
são de seda os lençóis
porque me amas assim


Στίχοι: Fausto.
Μουσική: Fausto.

Κυριακή 21 Νοεμβρίου 2010

ΤΡΑΓΟΥΔΑ Η ΚΡΙΣΤΙΝΑ ΜΠΡΑΝΚΟΥ


ΤΡΑΓΟΥΔΑ Η CRISTINA BRANCO


TRAGO FADOS NOS SENTIDOS


Trago fados nos sentidos
Tristezas no coração
Trago meus sonhos perdidos
Em noites de solidão

Trago versos, trago sons,
De uma grande sinfonia
Tocada em todos os tons
Da tristeza e da alegria

Trago amarguras aos molhos
Lucidez e desatinos
Trago secos os meus olhos
Que choram desde meninos

Trago noites de luar
Trago planícies de flores
Trago o céu e trago o mar
Trago dores ainda maiores



Στίχοι: Amália Rodrigues.
Μουσική: José Fontes Rocha.

Τρίτη 16 Φεβρουαρίου 2010

ΤΡΑΓΟΥΔΙΣΤΡΙΕΣ ΤΟΥ ΦΑΝΤΟ 12: ΚΡΙΣΤΙΝΑ ΜΠΡΑΝΚΟ




ΤΡΑΓΟΥΔΑ Η CRISTINA BRANCO


ÁGUA E MEL


Entre os ramos de pinheiro
Vi o luar de Janeiro
Quando ainda havia sol
E numa concha da praia
Ouvi a voz que desmaia
Do secreto rouxinol

Com água e mel
Comi pão com água e mel
E do vão duma janela
Beijei sem saber a quem
Tenho uma rosa
Tenho uma rosa e um cravo
Num cantarinho de barro
Que me deu a minha mãe

Fui p´la estrada nacional
E pela mata real
Atrás dum pássaro azul
No fundo dos olhos trago
A estrada de Santiago
E o cruzeiro do sul

Abri meus olhos
Abri meus olhos ao dia
E escutei a melodia
Que ao céu se eleva de pó
Do vinho novo
Se provei o vinho novo
Se amei o rei e o povo
Meu Deus por que estou tão só